COVID 19
Variação espaço-temporal e análise de incerteza da Covid-19 no RS

O Laboratório de Pesquisa Mineral e Planejamento Mineiro (LPM) vem dedicando esforços em desenvolver um modelo da taxa de incidência da Covid-19 no RS. A taxa de incidência é caracterizada pelo número de infectados por 100k habitantes de cada município. Os dados utilizados são provenientes da secretaria da saúde no RS.

 

O trabalho é um esforço conjunto entre pesquisadores do Rio Grande do Sul e de Portugal, integrantes do laboratório CERENA, do Instituto Superior Técnico de Lisboa. O grupo de CERENA já vem desenvolvendo um trabalho sobre o tema em Portugal (https://cerena.ist.utl.pt/news/daily-infection-risk-maps-covid-19-portugal), sendo o mesmo adaptado com os dados do RS.

Registro Geográfico no Rio Grande do Sul – BRASIL

Registro Geográfico no Rio Grande do Sul – BRASIL

Com as informações disponíveis e o registro geográfico é possível avaliar espacialmente o número de infecções, mortes e casos de recuperação, sendo esse campo de estudo denominado de epidemiologia espacial. Os modelos espaciais criados pelo LPM têm o diferencial de serem criados utilizando técnicas geoestatísticas (krigagem ordinária e simulação sequencial Direta), levando em consideração a conectividade espacial dos eventos.

 

Os resultados permitem ver de uma forma intuitiva a propagação da Covid-19 no RS ao longo do tempo. Os modelos se destacam por usar a correlação espacial para prever a taxa de incidência. O modelo será atualizado regularmente, conforme disponibilidade de dados pelos órgãos governamentais competentes. Os mapas serão atualizados diariamente.

Mapa de risco de infecção por 100 000 habitantes

Mapas de risco de infecção e incerteza

Os mapas de risco são gerados a partir do cenário “médio” da taxa de infecção acumulada obtido a partir de cenários  simulados de forma condicional, ou seja, são possíveis representações da realidade geradas a partir dos dados e suas relações espaciais. Os mapas de incerteza representam a distância inter-quartis (Q75 e Q25) para cada pixel dos valores obtidos por simulação condicionada.

 

A análise dos valores de risco de infeção deve sempre ser complementada pela interpretação dos valores de incerteza. Um elevado risco de infeção, num município com uma pequena população, está sempre associado a uma elevada incerteza. Por esse motivo, o valor do risco nesse local tem uma relevância relativamente baixa.

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Grupo de Trabalho

Prof. João Felipe Coimbra Leite Costa – Escola de Engenharia, Dep. de Engenharia de Minas, UFRGS

Prof. Leonardo Azevedo – Instituto Superior Técnico de Lisboa

Prof. Amilcar Soares - Instituto Superior Técnico de Lisboa

Prof. Marcel Bassani – Escola de Engenharia, Dep. de Engenharia de Minas, UFRGS

Prof. Diego Marques – Instituto de Geociencias, UFRGS

Prof. Vanessa Koppe - Escola de Engenharia, Dep. de Engenharia de Minas, UFRGS